nicolle butka

sábado, 29 de janeiro de 2011

continuação Capitulo II - É apenas amor

Minha mãe era uma mulher incrível, era baixinha como eu, pele muito clara tudo como eu, na verdade eu era muito parecida com ela, só que ela tinha o cabelo curto e loiro, olhos castanhos e eu cabelos negros, compridos e olhos azuis – nesse caso eu puxei ao meu pai.
    Vesti-me e fui ao banheiro arrumar meu cabelo, amarrei em um rabo de cavalo. Escutei a campainha e fui atender, em minha mente era Alice, mas quando abri a porta era Caio e Guilherme. Surpreendi-me em ver os dois juntos, eles eram amigos, mas não de saírem juntos e muito menos aparecer na minha casa.
    – Oi meu amor. – disse Caio quando abri o portão.
    – Oi, amor. – disse enquanto ficava na ponta do pé para lhe dar um beijo.
    – Oi Belzinha. – disse Guilherme entrando em casa.
Entrei de mãos dadas com Caio e fechei a porta.
    – To vendo que vai ao velório do pai do Kevin. – falou Guilherme sentando no sofá.
    – É eu vou. – respondi olhando pra Caio, assim poderia ver se ele aprova ou não.
    – Então vamos todos juntos. – disse Caio sentando no braço do sofá.
    – Como é? – perguntei confusa para Caio, normalmente ele quer matar Kevin.
    – Eu não vou deixar minha namorada ir sozinha a um velório e como é que a Alice me falou pelo computador, nessas horas temos que esquecer as desavenças. – falou Caio como uma indireta, certamente Alice contou a ele – e a Alice pediu pra avisar que não poderá ir.           
     – Tudo bem, vamos? – perguntei me dirigindo a porta.
Ambos se levantaram e foram para o lado de fora da casa, eu fui até a cozinha onde Maria limpava e avisei que iria sair.
     Entrei no carro de Caio, no banco da frente, atrás estava Guilherme falando com alguém ao celular.
     – Caio, pode passar no trabalho da mamãe pra mim avisá-la que estou indo? – perguntei colocando o cinto de segurança.
     – Claro meu amor. – então Caio seguiu em frente.
Fez-se silencio no carro.
     – Era Kevin, o corpo ainda não chegou. – disse por vez Guilherme quebrando o silencio.
     Minha mãe trabalhava em uma oficina mecânica, na verdade ela era a dona. Quando ela nos avistou estacionando, veio ao nosso encontro.
    – Mãe, eu to indo lá no velório do pai do... Kevin – falei assim que baixei o vidro.
Ela olhou Caio ao meu lado, sorrio, olhou Guilherme no bando de trás e só assim me respondeu.
     – Tudo bem, vocês vão almoçar lá em casa? – perguntou ela.
     – Não precisa se preocupar dona Simone, eu levarei a Bel para almoçar em um restaurante. – respondeu Caio em meu lugar.
Ela me olhou e eu sorri.
     – Tudo bem meu amores, vão com Deus e mande meus pêsames para o Kevin e para Julieta. – falou minha mãe já se afastando do carro.
Acenei e seguimos.
     Na rua da casa de Kevin tinha muitos carros e uma aglomeração de pessoas no quintal da casa. Caio estacionou e entramos de mãos dadas na  casa, Guilherme estava logo atrás de nós.
    Assim que entramos, vimos dona Julieta sentada no sofá chorando e Kevin na porta da cozinha que dava para fora, olhando para um copo que ele segurava na mão.
Guilherme e Caio foram dar os pêsames para dona Julieta, eu fui direto falar com Kevin.
     – Oi Kevin. – murmurei sem jeito.
Kevin me olhou e não sei o porquê, mas vi em seus olhos certo alivio. Novamente ele nada falou só me abraçou e eu retribui o abraço. Nada falamos durante um bom tempo, só ficamos abraçados, mas fomos interrompidos com um pigarro de Caio.

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