Assustei-me quando vi Kevin virar, seu rosto estava tomado por lagrimas. Automaticamente me levantei e fui até ele.
– Kevin, oi – falei ao me aproximar dele – desculpa mais reparei que você está chorando, aconteceu algo? – perguntei
Mais Kevin nada falava, só procurava algo na mochila. Guilherme estava ao meu lado e o senti colocar a mão em meu ombro e afagar em um gesto de que ele nos deixaria a sós e saiu.
– Kevin eu...
– O que você quer Isabel, quer rir porque estou chorando – disse ele colocando as mãos na cintura ao me interromper.
– Olha aqui, eu sei que temos nossas desavenças, mais me tratar assim não melhora nada, eu só queria saber o porquê que você esta assim! – falei em um tom mais alterado que o costume.
Ele me observou e em seguida me abraçou. Fiquei um pouco assustada, mais pude ouvir seu choro baixo, então o abracei em um gesto de consolo.
– Meu pai faleceu Bel. – disse ele enquanto me soltava do abraço e abaixava a cabeça.
“Bel” pensei, quanto tempo ele não me chamava assim, balancei a cabeça pra me desfazer do pensamento e busquei palavras para aquela situação.
– Eu sinto muito – falei enquanto afagava seu ombro.
– Tudo bem. – disse ele tentando forçar um sorriso.
– Kevin. – chamou Guilherme – sua mãe esta te esperando.
– To indo. – disse Kevin pegando sua mochila – Tchau Bel – falou ele me dando um beijo na bochecha.
– Tchau Kevin – respondi enquanto o via partir pela porta.
Sentei ainda meia surpresa pelo acontecimento. O pai do Kevin faleceu, pensei, e o modo como ele me tratou, foi mesmo algo estranho que tenha acontecido no ultimo dia de aula.
– Bel, o Caio – disse Guilherme da porta.
Levantei-me e fui até Caio.
Caio era o menino mais fofo, querido, lindo, romântico que qualquer garota sonha em ter como namorado.
– Oi Bel – disse ele dando-me um beijo na testa.
E ele era meu namorado.
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