nicolle butka

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Capitulo II - É apenas amor

                     Dedico esse post pra Su que tava pedindo mais hihi                                                

                                                    2-    Velório.

     Estava deitada no sofá após ter vindo da escola. Como eu esperava minhas notas foram boas e passei direto.
     – Agora só na formatura – falei olhando a foto de meus amigos.
Era bom estar em casa, sozinha. Na verdade não sozinha, com a nossa ajudante Maria, mas me referia a estar sem minha mãe, pai ou irmã por perto. Eu podia assim pensar tranquilamente.
     Caio, pensei. Caio era um menino não muito alto mais o bastante pra ser maior que eu. Seu cabelo era castanho claro, um pouco acima da orelha, era liso e tinha um brilho maravilho. Seus olhos verdes e sua pele mais bronzeada vazia com que Caio fosse um dos meninos mais bonitos que eu já conhecera.
Mais eu não o amava, infelizmente. Ele era perfeito em tudo e porque eu não conseguia o amar?
     Kevin, ele sim foi um garoto que amei de verdade, ele sim foi especial, ele me completava, eu era a pessoa mais feliz ao seu lado na época.
Sei que não o amo mais, só que ele foi meu primeiro amor e parece que o único até então.
     – Kevin. – falei enquanto dava um salto do sofá para ir pegar o telefone.
Olhei o relógio, oito e meia.
     – Ainda. – falei colocando o telefone no lugar.
    Só se passara uma hora e meia quando a noticia de que o pai de Kevin havia falecido e eu nem sabia o motivo do falecimento. Caminhei até a cozinha onde estava minha bolsa, peguei meu celular e vi que tinha uma mensagem do Guilherme que dizia: Bel, o Kevin ta muito mal e eu vi o jeito que ele te tratou, acho que ele vai gostar que você esteja com ele nessa hora. Beijos Gui.
Li a mensagem e voltei para pegar o telefone.
     – Alô – atendeu Alice.
     – Li, é a Bel, já sabes do pai do Kevin? – perguntei.
     – Não, o que aconteceu? – Alice perguntou.
     – Ele faleceu. – minhas palavras saíram como um sussurro.
     – Que ruim.
     – É, e eu queria ir ao velório, vamos comigo? – perguntei com um pouco de receio pela sua resposta que estava a vir.
     –  Tudo bem, mais você não estava brigada com ele? – perguntou Alice.
     – Tava, mas essas horas é aquelas que temos que esquecer as desavenças. – respondi.
     – É eu sei então eu vou me arrumar e vou até ai – disse Alice.
     – Ta bom amiga, te espero, beijos – desliguei o telefone sem mesmo esperar sua despedida.
Andei até meu quarto, abri meu guarda-roupa e procurei roupas adquadas. Peguei uma calça jeans qualquer e uma blusa preta, tudo bem básico. Olhei o relógio em meu quarto, nove horas. Lembrei que tinha esquecido de informar minha mãe de que iria ao velório.

Nenhum comentário:

Postar um comentário