nicolle butka

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Saudades de quem não volta,

É, podemos chorar por tantos motivos, podemos sofrer por um menino não gostar da gente mais e quando o nosso sofrimento é a perda de alguém especial.
Não sei porque mais me deu vontade de postar aqui, sobre 2 pessoas que Deus levou de minha vida e de muitos outros.

Meu avô, Ernesto. Ele podia ter dentre tantos defeitos, mais foi um avô incrível, Sempre paparicando os netos, dando aquele 1 realzinho e nós tentávamos recusar mais mesmo assim pegávamos e íamos para o bar do tio beto comprar doces. Ele, podemos dizer, que foi um grande reprodutor, com seus 14 filhos legítimos e sua filha adotada, totalizando assim, 15 filhos.  E seus netos, que no caso já me perdi na conta, mas são mais de 40, a cada um destes ele dava atenção, fazia suas brincadeiras que até hoje são lembradas com alegria.
Posso confessar que sim, chorei, sofri por ele ter partido, queria muito ele aqui com nós, mas me aliviei, pois na sua situação, vegetando em uma cama, sofrendo calado, ele descansou. Mais ainda perece que escuto as musiquinhas que ele nos cantava. Mesmo fazendo algum tempo que ele não cantava mais pois a doença torturou ele por aproximadamente 3 anos. Mês que vêm, exatamente dia 21 de Agosto, completa 1 ano de sua morte, e sim vôzinho, deixas-te saudade.
                                                             

Minha prima, Mara. Ela era simplesmente um anjo vindo do céu que Deus "tomou" de volta muito rápido. Com apenas 28 anos perdemos ela pela inflação de uma motorista de ónibus. Ela estava na garupa da moto de uma amiga, indo para seu trabalho, sempre alegre, sempre sorridente quando este dito motorista cortou a frente da moto e levando a alegria de tantos embora, para sempre. Dia 15 de maio de 2008 perdemos a nossa Mara. Aquela que ajudava sempre, sorria sem nem ter motivos. Inteligente, mãe amorosa e esposa exemplar. Até hoje lembro da sua voz e seu jeito meigo de me chamar de linda. Ela animava as festas de aniversário, cantava, dançava e sempre muito amorosa. Ela com certeza foi uma perca muito dolorosa, uma perca que demorou pra ser aceita, pois ela tinha muitos planos, muitos sonhos, muita vida pela frente.
Mara, quantas saudades deixas-te 



Uma lágrima não se derrama por uma pequena coisa, por uma pequena perda, por uma pequena dor e as vezes por uma pequena alegria. Mas se derrama uma lágrima por uma grande coisa, pela dor e pela tristeza que tu, sem querer nos deixas-te. A tua perda foi e será sempre profunda em nossos corações e a dor chega em um ponto em que você não tem mais lágrimas, você coloca tudo em um objetivo, você tenta a cada dia esquecer o que passou.


Em memória de: Ernesto Manoel Garcia, Mara Luiza Vieira Liberato e um grande amigo situado, Tio Beto.

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